- O que aconteceu: A nova geração da Toyota Hilux, detalhada pela marca no exterior, tem chegada ao Brasil prevista para 2027, com produção regional na Argentina a partir de dezembro de 2026.
- Por que importa: A picape traz interior renovado com painel digital de até 12,3”, sistema híbrido‑leve 48V (apoio ao 2.8 turbodiesel), ajustes de suspensão e, em etapa posterior, versão 100% elétrica com autonomia estimada em 240 km.
- O que muda na prática: Mais tecnologia e assistências de segurança, leve ganho de eficiência no diesel com o sistema 48V, melhor conforto em rodagem; a elétrica chega depois e será mais direcionada a usos controlados/frotas.
Por Redação Tribuna
A Toyota já detalhou a próxima geração da Hilux para mercados como Austrália; o cronograma para o Brasil indica lançamento em 2027, alinhado à produção regional na Argentina prevista para dezembro de 2026 (apuração da imprensa especializada).
O modelo apresentado no exterior adianta mudanças importantes no interior — como tela multimídia de 12,3″ e cluster digital de 12,3″ em versões superiores — além da adoção de um sistema híbrido‑leve de 48V que complementa o motor 2.8 turbodiesel. A marca também prepara uma versão elétrica com bateria de 59,2 kWh e autonomia próxima de 240 km, mas essa variante fica para etapa posterior.
O que muda na prática para o motorista
- Bolso: A expectativa é por melhoria moderada no consumo nas versões automáticas com o sistema 48V; a Toyota ainda não divulgou preços para o Brasil. Versão elétrica pode reduzir custos de combustível, mas tende a ter custo inicial e seguro mais altos.
- Uso no dia a dia: Mais conectividade (tela multimídia 12,3″ com espelhamento sem fio) e assistências de condução tornam a direção menos cansativa; a suspensão traseira recalibrada busca maior conforto quando a caçamba está vazia.
- Manutenção/peças: Motor 2.8 1GD e câmbios de seis marchas permanecem; o sistema 48V adiciona componentes elétricos que podem alterar rotina de manutenção (bateria auxiliar de 48V), mas a Toyota ainda não detalhou intervalos e custos.
- Segurança: Ampliação do pacote Toyota Safety Sense com controle de cruzeiro adaptativo, assistente de centralização em faixa, leitura de placas, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro; itens variam por versão.
- Revenda: Atualização tecnológica tende a fortalecer atratividade futura, especialmente em versões com maior conteúdo de segurança e conectividade; a chegada escalonada do híbrido‑leve e da elétrica pode gerar variedade de oferta no mercado usado.
Detalhes técnicos (o que já foi confirmado)
- Motor: Mantido o 2.8 turbodiesel da família 1GD, com opções de câmbio manual ou automático de seis marchas conforme versão.
- Sistema híbrido‑leve 48V: Chamado de V‑Active no material internacional; atua como apoio ao motor diesel para melhorar arrancadas, reduzir consumo e suavizar funcionamento — não é um híbrido pleno.
- Transmissão e tração: Sistema 48V aparece ligado às versões automáticas com tração 4×4, mantendo a vocação off‑road e de trabalho da Hilux.
- Painel e conectividade: Tela multimídia de 12,3″ em toda a gama; cluster digital de 12,3″ em versões superiores; integração sem fio para espelhamento e recursos conectados conforme versão.
- Suspensão: Recalibração da suspensão traseira em versões como SR5 para melhorar conforto sem carga; detalhes de peças e curso não foram divulgados.
- Versão elétrica: Projeto com dois motores elétricos, tração integral e bateria de 59,2 kWh; autonomia estimada em ~240 km, voltada a operações controladas (ex.: frotas). A Toyota não divulgou potência, torque ou velocidade de recarga para o mercado sul‑americano.
Nota: Quando mencionamos termos técnicos (por exemplo, híbrido‑leve, ADAS), há uma explicação curta no mini‑glossário ao final.
Comparativo rápido: onde ele se encaixa
- Concorrentes diretos: Outras picapes médias com foco em robustez e tecnologia; no Brasil isso inclui modelos atualizados de marcas rivais (lista exata depende das versões e preços, que ainda não foram divulgados).
- Ponto forte: Mistura de tradição mecânica (2.8 turbodiesel) com atualização em eletrificação leve, cockpit digital e pacote ADAS ampliado.
- Ponto de atenção: A eletrificação plena chega depois e tem autonomia limitada (~240 km), o que a torna mais indicada a usos urbanos e frotas do que viagens longas; preço e disponibilidade no Brasil ainda não foram confirmados pela Toyota.
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: Nova cabine com tela multimídia de 12,3″ e cluster digital de 12,3″ em versões superiores (comunicado internacional).
- Confirmado: Motor 2.8 turbodiesel 1GD mantém transmissões de seis marchas; adoção de híbrido‑leve 48V nas versões automáticas 4×4 conforme material divulgado.
- Falta confirmar: Valores, níveis de potência/torque, consumo oficial para o Brasil, datas e gama de versões que chegarão ao mercado brasileiro, detalhes de equipamentos por versão e calendário exato de chegada da elétrica à América do Sul.
Mini-glossário (1 minuto)
- Híbrido‑leve (48V): Sistema elétrico de baixa voltagem que dá suporte ao motor (ex.: ajudar em arrancadas), sem mover o veículo de forma independente.
- ADAS: Advanced Driver‑Assistance Systems — conjunto de assistências ao motorista (cruzeiro adaptativo, manutenção de faixa etc.).
- Autonomia: Distância estimada que um veículo elétrico pode percorrer com carga completa da bateria.
Fontes consultadas
- Apuração sobre produção e cronograma (Quatro Rodas)
- Divulgação internacional da Toyota (comunicado e material de lançamento)
- Cobertura e análises de imprensa especializada (Austrália)
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