Imagem de capa horizontal 16:9 representando BYD testa picapes híbridas no Brasil, indicando até 40 km/l.

BYD testa picapes híbridas no Brasil; estimativas indicam até 40 km/l

  • O que aconteceu: BYD tem ao menos três projetos de picapes híbridas em desenvolvimento, com protótipos em testes no Brasil e produção planejada na fábrica de Camaçari (BA), segundo apurações do setor.
  • Por que importa: os modelos miram os segmentos da Fiat Strada e Toro e as picapes médias (Hilux, Ranger, S10), prometendo reduzir custo de uso com soluções híbridas adaptadas ao mercado brasileiro.
  • O que muda na prática: eficiência energética e autonomia maiores podem reduzir gasto com combustível; preço, disponibilidade de peças e resistência em uso pesado ainda dependem de confirmação oficial.

Por Redação Tribuna

BYD prepara uma ofensiva no segmento de picapes no Brasil. Fontes do setor e o colunista Marlos Ney Vidal (UOL Carros) relatam três frentes de desenvolvimento — uma picape derivada do SUV Song Pro, uma compacta para enfrentar a Fiat Strada e uma picape média 4×4 — com protótipos vistos em testes e planos de montagem na fábrica de Camaçari, na Bahia.

A fabricante chinesa já comercializa a Shark como importada no país. A BYD descreve adaptação progressiva da produção em Camaçari, com nacionalização por etapas a partir de 2025; a fábrica deve ganhar capacidade plena ao longo de 2026, segundo reportagens setoriais.

Fontes: apuração da Redação Tribuna com base em reportagens do UOL Carros (Marlos Ney Vidal) e veículos especializados que registraram testes de protótipos.

O que muda na prática para o motorista

  • Bolso: se confirmadas, as soluções híbridas podem reduzir o gasto com combustível (menor consumo por km); o preço de compra e o custo do seguro serão fatores decisivos e só poderão ser avaliados após divulgação oficial.
  • Uso no dia a dia: alcance elétrico limitado (fontes citam ~100 km em modo elétrico para um dos projetos) pode atender trajetos urbanos; a combinação motor a combustão + elétricos amplia autonomia para viagens longas.
  • Manutenção/peças: maior eletrificação tende a reduzir manutenção de itens do motor a combustão, mas aumenta dependência de rede de assistência e peças específicas (motores elétricos, BMS, módulos de potência).
  • Segurança: ainda não há dados de equipamentos ADAS (sistemas avançados de assistência ao condutor). A segurança passará pela construção, controles eletrônicos e eventual avaliação em programas de impacto.
  • Revenda: aceitação no mercado de usados dependerá de confiabilidade, custo de reposição das baterias e rede de serviço; marcas com histórico local tendem a manter valor melhor inicialmente.

Detalhes técnicos (o que já foi confirmado)

  • A fábrica de Camaçari (BA) da BYD iniciou operação industrial em 2025 e terá produção gradual com nacionalização progressiva, segundo reportagens.
  • A BYD comercializa no Brasil a picape Shark como importada e apresentada como híbrida plug-in (PHEV) com motor 1.5 turbo e dois motores elétricos — um em cada eixo — que permitem tração integral elétrica, segundo material divulgado e reportagens especializadas.
  • Protótipos de uma picape derivada do Song Pro foram vistos em testes no Brasil; a apresentação desse modelo está prevista na Auto China (Salão de Pequim) em 2026, de acordo com calendário público do evento.
  • Relatos do setor indicam três frentes (compacta para competir com Strada, uma derivada do Song Pro para rivalizar Toro/Maverick/Rampage e uma picape média 4×4), mas esses posicionamentos vêm de apurações jornalísticas e não de ficha técnica oficial da BYD.

Nota: números como 235 cv de potência combinada, consumo na ordem de 40 km/l, autonomia de ~1.200 km e alcance elétrico de ~100 km foram mencionados por colunismo e veículos especializados como metas ou estimativas, mas ainda não foram confirmados oficialmente pela BYD.

Comparativo rápido: onde ele se encaixa

  • Concorrentes diretos: Fiat Strada e Toro (compacta e intermediária), Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10 (picapes médias).
  • Ponto forte: proposta de eletrificação híbrida adaptada ao mercado brasileiro pode reduzir consumo e custo operacional por km.
  • Ponto de atenção: robustez para uso pesado, disponibilidade de peças, rede de concessionárias e preço final frente a rivais consolidados.

O que sabemos e o que ainda falta confirmar

  • Confirmado: protótipos em testes no Brasil e planos de produção em Camaçari, conforme apurações.
  • Confirmado: a BYD já oferece no Brasil a Shark como híbrida plug-in com arquitetura 1.5 turbo + dois motores elétricos, segundo material divulgado e reportagens especializadas.
  • Falta confirmar: potências, consumo real em ciclos brasileiros, capacidades de carga, preço oficial, nomes comerciais e calendário de vendas de cada modelo — a marca não divulgou ficha técnica final nem datas comerciais oficiais.

Mini-glossário (1 minuto)

  • Híbrido flex: sistema que combina motor a combustão flex (etanol/gasolina) com componentes elétricos, permitindo operação mista para melhorar eficiência.
  • Autonomia: distância que o veículo percorre com uma carga de bateria ou com tanque cheio; quando misto, é soma das autonomias elétrica e por combustível.
  • ADAS: Advanced Driver-Assistance Systems, ou sistemas avançados de assistência ao condutor (ex.: frenagem automática); impactam segurança e avaliação em testes.

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