- O que aconteceu: O governo de Mato Grosso do Sul prepara concessão de nove aeródromos estaduais, com potencial de mais de R$ 150 milhões em investimentos.
- Por que importa: A iniciativa mira ampliar voos regionais e transporte de cargas, beneficiando turismo e cadeias do agronegócio, e pode reduzir deslocamentos rodoviários entre cidades.
- O que muda na prática: Possível aumento de oferta aérea regional, impacto em custos de deslocamento e na logística que afeta transporte de cargas e viagens de trabalho.
Por Redação Tribuna
O governo de Mato Grosso do Sul, com apoio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e da Infra S.A., avançou na estruturação de um projeto para concessão de nove aeroportos regionais administrados pelo Estado. O estudo técnico reduziu uma lista inicial de 20 terminais para nove com viabilidade econômica; a estimativa preliminar aponta investimentos superiores a R$ 150 milhões.
Os terminais incluídos no escopo preliminar são: Aeroporto Santa Maria (Campo Grande), Três Lagoas, Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Bonito, Naviraí, Nova Andradina e Porto Murtinho. Ainda não há data definida para leilão, e o formato (pacote único ou lotes separados) permanece em definição pelo governo.
Fontes: Correio do Estado; Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE); Infra S.A.
O que muda na prática para o motorista
- Bolso: Mais voos regionais podem reduzir a necessidade de viagens rodoviárias longas entre cidades, poupando combustível, pedágios e desgaste do veículo — mas tarifas aéreas e disponibilidade de voos determinarão o ganho real.
- Uso no dia a dia: Empresas e profissionais que hoje viajam por estrada podem ganhar tempo com voos locais; turistas também terão opções menos dependentes de carro para acessar destinos como Bonito.
- Manutenção/peças: Menos quilometragem em viagens interestaduais tende a reduzir a frequência de revisões por desgaste (freios, suspensão, pneus), mas a mudança depende da adoção efetiva de rotas aéreas pelos usuários.
- Segurança: Menos deslocamentos rodoviários de longa distância pode baixar exposição a riscos de acidentes nas estradas; porém, isso não elimina a necessidade de manutenção preventiva e direção defensiva.
- Revenda: Redução de uso intenso do veículo em trechos longos pode preservar o estado de conservação, ajudando no valor de revenda — efeito real depende do comportamento de uso local.
Detalhes técnicos (o que já foi confirmado)
- São nove aeródromos no escopo preliminar: Campo Grande (Santa Maria), Três Lagoas, Chapadão do Sul, Coxim, Dourados, Bonito, Naviraí, Nova Andradina e Porto Murtinho.
- Estimativa de investimentos: mais de R$ 150 milhões (preliminar, apresentada pelo EPE).
- Origem do recorte: estudo do EPE que analisou 20 aeródromos e reduziu para 9 após avaliações técnica, econômica e ambiental.
- Infra S.A. segue apoiando na estruturação e fornecimento de subsídios técnicos até a fase do leilão.
- Modelo do leilão (único pacote ou lotes separados) e cronograma ainda não definidos pelo governo.
Comparativo rápido: onde isso se encaixa
- Concorrentes diretos: Não se aplica como em mercado automotivo; projeto se relaciona a outras concessões estaduais e federais de infraestrutura.
- Ponto forte: Foco em regiões com turismo e agronegócio, o que tende a gerar demanda tanto de passageiros quanto de cargas.
- Ponto de atenção: Modelo de concessão indefinido e ausência de cronograma público: detalhes sobre obrigações de investimento e tarifas serão decisivos para impacto prático.
O que sabemos e o que ainda falta confirmar
- Confirmado: Estudo técnico do EPE reduziu lista de 20 para 9 aeródromos; seleção inclui os terminais listados acima.
- Confirmado: Infra S.A. participou das análises e continuará apoiando a estruturação.
- Falta confirmar: Data do leilão, formato final (um pacote ou múltiplos lotes), detalhamento do montante por aeroporto e cronograma de implementação das obras/obrigações.
Mini-glossário (1 minuto)
- Concessão: contrato que permite a uma empresa privada explorar e investir em serviço público por prazo definido.
- Leilão: procedimento público para selecionar a empresa vencedora da concessão, geralmente pela proposta mais vantajosa.
- PPP (Parceria Público-Privada): modelo de cooperação entre Estado e iniciativa privada para execução de projetos de infraestrutura.
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