O mercado de soja no Brasil fechou a semana praticamente parado, com pouca movimentação entre compradores e vendedores.
Produtores seguem aguardando melhores oportunidades para a soja da safra nova, enquanto algumas praças operaram de forma independente da tela de Chicago.
No fechamento de sexta-feira, houve recuo na Bolsa e volatilidade no dólar, sem negócios relevantes e com prêmios positivos, embora sem grandes avanços, conforme informação divulgada pela consultoria Safras & Mercado.
Mercado local e comportamento das cotações de soja
Ao longo dos últimos dias houve negócios pontuais com indicações um pouco melhores, mas nada expressivo, conforme análise do mercado, e no geral as cotações ficaram mistas, já que algumas regiões não acompanharam diretamente os movimentos da tela em Chicago, operando muito mais em função do basis local.
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00 Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00 Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00 Rondonópolis (MT): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00 Dourados (MS): caiu de R$ 128,00 para R$ 125,50 Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00 Paranaguá (PR): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00 Rio Grande (RS): manteve em R$ 143,50
Contratos futuros na Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), aprofundando as perdas acumuladas na semana, pressionados pelas incertezas sobre o ritmo das compras chinesas e pela ampla oferta global.
O contrato janeiro caiu 16,75 centavos (1,53%) e fechou a US$ 10,76 3/4 por bushel. Março encerrou a US$ 10,86 3/4 por bushel, perda de 16,00 centavos (1,45%). No farelo, janeiro subiu US$ 0,40 (0,13%) para US$ 302,50 por tonelada. No óleo, janeiro caiu 0,75 centavo (1,47%), para 50,07 centavos de dólar.
Dólar, oferta global e impacto nas exportações
O mercado segue avaliando também o desenvolvimento favorável das lavouras no Brasil e na Argentina, o que alimenta a expectativa de safras volumosas e mantém a pressão sobre as cotações de soja.
O dólar comercial fechou em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,4115 para venda e R$ 5,4095 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,3786 e R$ 5,4251. Na semana, acumulou desvalorização de 0,41%.
Além disso, a redução das retenções nas exportações argentinas torna o produto do país ainda mais competitivo. Mesmo com a retomada das vendas dos Estados Unidos para a China, ainda há dúvidas sobre a possibilidade de cumprir a meta de 12 milhões de toneladas acertada entre os dois países em outubro, o que mantém as incertezas para as próximas sessões.

