Imagem de capa sobre boi gordo queda escalas de abate confortáveis, frigoríficos testando preços e exportações recorde

Boi gordo em queda com escalas de abate confortáveis, arroba recua enquanto frigoríficos testam preços, Safras & Mercado prevê recorde de exportações e consumo interno firme

Mercado do boi gordo registra tentativas de compra em patamares mais baixos, com escalas de abate confortáveis e frigoríficos adotando postura cautelosa frente à demanda e às exportações

O mercado físico do boi gordo tem registrado movimentações em níveis mais baixos, em função da atual posição das escalas de abate, que oferecem mais conforto aos frigoríficos.

Esse ambiente tem levado compradores a tentar adquirir animais por preços menores, enquanto o consumo interno segue apresentando sinais positivos e mantém espaço para ajustes.

As informações sobre o comportamento do mercado e expectativas de embarques foram levantadas pela consultoria Safras & Mercado, por meio do analista Fernando Henrique Iglesias, conforme informação divulgada pela consultoria Safras & Mercado.

Por que as escalas confortáveis pressionam preços

O cenário atual mostra que, com escalas de abate mais largas, os frigoríficos conseguem alongar a oferta e reduzir a urgência por compras, pressionando a formação de preços no mercado físico do boi gordo.

Na avaliação de Fernando Henrique Iglesias, “No momento elas aparentam maior conforto, justificando o atual comportamento dos frigoríficos. Sob o prisma da demanda, as exportações ainda apresentam ótimo desempenho no final de 2025”.

Impacto nos preços de referência e no atacado

O mercado atacadista segue relativamente estável ao longo desta quinta-feira, com algum espaço para alta dos preços dado o bom momento do consumo interno, segundo a análise citada.

Preços médios do boi gordo

Quarto traseiro: R$ 26,25 por quilo; Quarto dianteiro: R$ 18,50 por quilo; Ponta de agulha: R$ 18,50 por quilo.

Perspectiva de exportações e influência do dólar

Além do comportamento das escalas, as exportações seguem como pilar importante do mercado, com expectativa de mais um recorde de embarques neste ano, segundo a consultoria.

“Isso porque o Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina”, completa Fernando Henrique Iglesias.

O dólar comercial também tem impacto sobre o setor e encerrou a sessão em queda de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,4044 para venda e a R$ 5,4024 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3948 e a máxima de R$ 5,4748.

O que observar nas próximas semanas

Para quem acompanha o mercado do boi gordo, os pontos principais a seguir são a evolução das escalas de abate, a dinâmica de compras dos frigoríficos e a demanda externa, que tende a sustentar os embarques.

Movimentos de alta no atacado podem ocorrer se o consumo interno se mostrar ainda mais forte, mas, no curto prazo, a pressão por preços menores deve persistir enquanto as escalas permanecerem confortáveis.

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