Imagem horizontal 16:9 representando a crise nos Correios e seu impacto na economia brasileira

Crise nos Correios pode frear pagamento do 13º salário, empresa busca empréstimo bilionário e governo avalia alta do imposto de importação, impacto nas exportações

A crise nos Correios coloca em xeque o pagamento do 13º salário dos funcionários, em um momento de grande tensão financeira na estatal.

A empresa projeta buscar um empréstimo bilionário na próxima semana, enquanto o governo discute um socorro direto para tentar evitar impactos maiores.

O quadro se soma a medidas fiscais em debate no Executivo e a medidas externas, como o aumento de tarifas do México, conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo.

Risco ao 13º e alternativa de empréstimo

A empresa sinalizou que a empresa corre o risco de não conseguir pagar o 13º salário deste ano, por falta de socorro do Tesouro ou de linha de crédito imediata. Segundo a fonte, a estatal projeta um empréstimo bilionário, que deve sair na próxima semana, porém o valor, contudo, será menor do que o previsto inicialmente, o que aumenta a incerteza sobre o caixa para dezembro.

Governo, imposto de importação e cenário político

O governo Lula estuda aumentar o Imposto de Importação para cobrir um rombo nas contas públicas de 2026. A medida tem caráter arrecadatório e pode afetar preços e cadeias produtivas, enquanto o Palácio avalia o custo político da opção.

Na esfera política, o ministro Fernando Haddad confirmou a possibilidade de deixar o Ministério da Fazenda para atuar na campanha do presidente, o que adiciona volatilidade à discussão sobre regras fiscais defendidas pela equipe econômica, e houve ainda menções a embates entre representantes do governo e defensores da proposta fiscal.

Impacto nas exportações com aumento de tarifas do México

No comércio exterior, o México implementou um aumento de tarifas sobre importações, conhecido como “tarifaço”, que atinge diversos produtos. O Brasil aparece entre os países mais afetados, e exportadores brasileiros podem ver perda de competitividade naquele mercado, reduzindo volumes e receitas.

O conjunto de fatores, crise nos Correios, ajustes fiscais e barreiras externas, cria um cenário de incerteza para a economia, exigindo decisões rápidas e coordenação entre a estatal, o governo e o setor privado para mitigar impactos no emprego e no comércio.

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