Retirada da sanção Magnitsky contra Alexandre de Moraes pelo Departamento do Tesouro dos EUA marca gesto diplomático em meio a sinais de reaproximação entre Estados Unidos e Brasil
Alexandre de Moraes foi removido da lista da sanção Magnitsky pelo Departamento do Tesouro dos EUA, em decisão anunciada nesta sexta-feira, meses depois de sua inclusão em julho.
A medida já repercute internacionalmente e é interpretada como parte de um esforço mais amplo de aproximação entre Washington e Brasília, ligado a ajustes em tarifas e diálogo político.
As informações sobre a retirada e a repercussão foram divulgadas por agências e veículos internacionais, conforme informações divulgadas pela Bloomberg, Reuters, Associated Press e Washington Post.
O que diz o Departamento do Tesouro
O Departamento do Tesouro dos EUA confirmou a remoção de Alexandre de Moraes da lista da sanção Magnitsky, depois de ele ter sido incluído em julho, segundo comunicados oficiais citados pela imprensa internacional.
A agência Reuters registrou que a sanção havia sido aplicada pelo governo anterior, e que, ao sancionar Moraes, os EUA o acusaram de “instrumentalizar o Judiciário“, “autorizar detenções preventivas arbitrárias” e “restringir a liberdade de expressão no Brasil“.
Repercussão na imprensa internacional
A agência Bloomberg destacou que a retirada da sanção Magnitsky ocorre após o governo do presidente Donald Trump ter suavizado tarifas impostas a produtos brasileiros, mencionando os “esforços” da Casa Branca para reaproximar Washington e Brasília.
A Associated Press e o jornal Washington Post informaram que a retirada das sanções também alcançou a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, entidade ligada à família Moraes.
Como analistas e veículos estrangeiros interpretam a decisão
A revista britânica Financial Times afirmou que a decisão representa “um gesto relevante para a retomada do diálogo entre Estados Unidos e Brasil“, após “meses de tensão diplomática“, destacando o impacto simbólico da medida nas relações bilaterais.
Fontes internacionais avaliam que a retirada da sanção busca reduzir atritos e abrir espaço para negociações, em especial após movimentações sobre tarifas e comércio entre os dois países.
Implicações políticas e jurídicas
Para observadores no Brasil, a retirada da sanção Magnitsky pode ter efeitos políticos, por reduzir um ponto de tensão bilateral. No plano jurídico, a decisão não altera processos internos no país, mas altera a relação entre o magistrado e restrições internacionais aplicadas anteriormente.
Autoridades e especialistas seguirão acompanhando desdobramentos, inclusive eventuais reações do governo brasileiro e novos posicionamentos de veículos e agências internacionais sobre o tema.

