Governo lança Florestas e Comunidades Amazônia Viva com R$ 6 milhões para expandir mercados e qualificar produção familiar sustentável

Programa pretende ampliar inserção de produtos amazônicos em mercados formais e fortalecer associações, cooperativas e comunidades tradicionais

O governo federal lançou nesta terça-feira (9), em Brasília, a iniciativa Florestas e Comunidades Amazônia Viva, voltada ao fortalecimento da sociobioeconomia e da agricultura familiar sustentável no bioma amazônico. A proposta busca ampliar mercados e qualificar sistemas produtivos que geram alimentos e matérias‑primas como açaí, castanha, mel, borracha extrativa, farinha de mandioca e pescados artesanais.

Recursos e execução

Financiada pelo Fundo Amazônia, a iniciativa contará com investimento de R$ 6 milhões destinados ao apoio direto a agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais. Os recursos serão executados em parceria pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foco em estruturação e acesso a mercados

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, parte significativa do investimento será destinada à estruturação de associações e cooperativas que já comercializam produtos para programas públicos, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), mas que buscam avançar também para mercados formais e privados. “É um legado que o governo precisa deixar para esse público da floresta”, destacou Pretto.

Valorização da biodiversidade

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, avaliou que o projeto demonstrará que a biodiversidade amazônica é elemento central para o desenvolvimento econômico sustentável das populações locais. Ele ressaltou que os produtos da floresta têm alto valor não apenas no mercado de alimentos, mas também nos setores de cosméticos, farmacêutico e químico. “Uma exploração sustentável dá condição de desenvolvimento das populações amazônicas”, disse o ministro.

Ações previstas

A iniciativa prevê ações integradas para qualificar cadeias produtivas, ampliar a inserção de produtos amazônicos em diferentes mercados e fortalecer a autonomia econômica das comunidades que vivem na floresta. O programa aponta para uma combinação de suporte técnico, estruturação cooperativa e articulação com mercados públicos e privados como caminho para elevar renda e conservar bens naturais da região.

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