Governo confirma 14 leilões rodoviários em 2026, projeta 8 leilões ferroviários, moderniza contratos antigos e exige obras imediatas na Autopista Fernão Dias
O Ministério dos Transportes anunciou que fará 14 leilões rodoviários no próximo ano, número superior aos 13 leilões realizados em 2025.
O ministro Renan Filho participou do leilão da Autopista Fernão Dias, promovido pela B3 em São Paulo, e afirmou que o objetivo é superar o desempenho do ano corrente, dizendo “Vamos bater o recorde deste ano”.
Além das rodovias, o ministério projeta também 8 leilões ferroviários, com a meta de dar uma virada nos investimentos em ferrovias, conforme informação divulgada pelo Ministério dos Transportes.
Meta e contexto dos leilões rodoviários
Renan Filho destacou que, desde o início do mandato do presidente Lula, já foram feitos 22 leilões rodoviários, e que em 2026 serão realizados 14 novos leilões. Na declaração do ministro, “A gente já fez 22 [leilões rodoviários deste o início do mandato do presidente Lula]. No ano que vem vamos fazer 14 [novos leilões] e, além de fazer muito mais coisas novas, também estamos resolvendo os problemas do passado que tinham deixado embaixo do tapete. Isso é muito significativo para o Brasil”.
Leilão da Autopista Fernão Dias e vitória da Motiva
No leilão do contrato otimizado da BR-381, a Motiva, antiga CCR, venceu após oferecer 17,05% de deságio sobre a tarifa de pedágio, superando a atual concessionária Arteris Fernão Dias e o Grupo EPR, Consórcio Infraestrutura MG.
O ministério e a ANTT têm usado contratos otimizados para modernizar concessões antigas, e este foi o quarto contrato otimizado realizado pelo atual governo. Segundo Renan Filho, foi a primeira vez que houve concorrência e troca de controle em leilão público: “Hoje, pela primeira vez na história dos contratos de concessão pública do Brasil e por meio de leilão, uma empresa que estava num contrato que não performava saiu do contrato para dar lugar a outro, a fim de aumentar a performance e fortalecer os investimentos”.
Transição e exigências para a nova concessionária
O ministro disse que a transição de controle entre a Arteris e a Motiva deve ocorrer de forma rápida, e que o governo vai combinar com a Arteris essa saída para que seja feita o mais depressa possível, garantindo a qualidade e os compromissos da transição para que o cidadão seja respeitado à luz desse novo momento.
Renan Filho ressaltou ainda que quem assumir terá começo de obras imediato, afirmando que a vencedora já terá de iniciar intervenções no primeiro ano, o que deve tornar perceptível a melhoria para quem trafega entre Belo Horizonte e São Paulo.
O presidente da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, estimou que “o que está previsto no contrato é uma assinatura do contrato entre abril e maio. Como nós temos uma boa relação tanto com a própria concessionária, a Arteris, quanto com a ANTT, nossa intenção é que a gente possa se aproximar, conhecer e saber como está a operação, mas a troca de controle efetivo deve ocorrer entre final de abril e começo de maio”.
Impacto esperado e próximos passos
O plano do Ministério dos Transportes combina aumento no número de leilões rodoviários, impulso a leilões ferroviários e a revisão de contratos antigos, com o objetivo de elevar investimentos e a qualidade da operação. A estratégia também busca dar resposta a problemas preexistentes nas concessões, ao mesmo tempo em que exige obras e melhorias logo no primeiro ano de contrato.
Com a vitória da Motiva na BR-381, o governo espera que a combinação entre concorrência nos leilões rodoviários, exigências contratuais e fiscalização da ANTT resulte em avanços rápidos para os usuários e em maior atração de investimentos para infraestrutura.

